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Justiça condena irmãos por maus-tratos a 60 cães em abrigo clandestino de Garça
Animais foram encontrados desnutridos, sem água potável e confinados entre as próprias fezes; um dos condenados é médico-veterinário
Por Felipe Augusto
Publicado em 01/11/2026 10:37 • Atualizado 01/11/2026 10:37
Região

A Justiça condenou dois irmãos a dois anos de prisão, em regime semiaberto, por maus-tratos a animais em um abrigo clandestino de Garça (SP). A decisão foi proferida nesta quinta-feira (29). Um dos condenados é médico-veterinário e atuava na região de Marília (SP).

O caso foi descoberto em junho de 2024, durante uma fiscalização conjunta da Polícia Civil e da ONG Spaddes, após uma denúncia sobre as condições dos animais mantidos em uma propriedade rural às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).

Durante a vistoria, as equipes encontraram 60 cães adultos em condições precárias. Os animais estavam desnutridos, sem acesso à água potável e à alimentação, além de confinados em meio às próprias fezes.

Alguns cães apresentavam ferimentos e precisavam de atendimento veterinário imediato.

O local funcionava sem autorização da Vigilância Sanitária municipal. A maioria dos animais havia sido recolhida em rodovias, por meio de um contrato entre os administradores do abrigo e uma concessionária.

Um dos responsáveis é médico-veterinário

No dia da fiscalização, o homem responsável pela rotina do imóvel foi preso em flagrante, mas acabou liberado durante audiência de custódia.

Segundo o relato prestado aos policiais, o abrigo era administrado pelo irmão dele, que é médico-veterinário, em conjunto com outras profissionais.

A condenação ocorre após a descoberta de um cenário de abandono que atingiu dezenas de animais. O caso chama a atenção para a responsabilidade de quem mantém abrigos e para a necessidade de garantir condições adequadas de alimentação, higiene e atendimento veterinário aos animais sob seus cuidados.

Animais foram resgatados

Os 60 cães foram retirados do local durante a operação realizada em 2024. A fiscalização foi motivada por uma denúncia da ONG Spaddes, de Marília.

A decisão judicial foi divulgada nesta quinta-feira (29). Os irmãos receberam pena de dois anos de prisão em regime semiaberto.

Fonte: informações divulgadas pelo g1 Bauru e Marília e pela ONG Spaddes.

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