A Justiça condenou dois irmãos a dois anos de prisão, em regime semiaberto, por maus-tratos a animais em um abrigo clandestino de Garça (SP). A decisão foi proferida nesta quinta-feira (29). Um dos condenados é médico-veterinário e atuava na região de Marília (SP).
O caso foi descoberto em junho de 2024, durante uma fiscalização conjunta da Polícia Civil e da ONG Spaddes, após uma denúncia sobre as condições dos animais mantidos em uma propriedade rural às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).

Durante a vistoria, as equipes encontraram 60 cães adultos em condições precárias. Os animais estavam desnutridos, sem acesso à água potável e à alimentação, além de confinados em meio às próprias fezes.
Alguns cães apresentavam ferimentos e precisavam de atendimento veterinário imediato.
O local funcionava sem autorização da Vigilância Sanitária municipal. A maioria dos animais havia sido recolhida em rodovias, por meio de um contrato entre os administradores do abrigo e uma concessionária.
Um dos responsáveis é médico-veterinário
No dia da fiscalização, o homem responsável pela rotina do imóvel foi preso em flagrante, mas acabou liberado durante audiência de custódia.
Segundo o relato prestado aos policiais, o abrigo era administrado pelo irmão dele, que é médico-veterinário, em conjunto com outras profissionais.
A condenação ocorre após a descoberta de um cenário de abandono que atingiu dezenas de animais. O caso chama a atenção para a responsabilidade de quem mantém abrigos e para a necessidade de garantir condições adequadas de alimentação, higiene e atendimento veterinário aos animais sob seus cuidados.
Animais foram resgatados
Os 60 cães foram retirados do local durante a operação realizada em 2024. A fiscalização foi motivada por uma denúncia da ONG Spaddes, de Marília.
A decisão judicial foi divulgada nesta quinta-feira (29). Os irmãos receberam pena de dois anos de prisão em regime semiaberto.
Fonte: informações divulgadas pelo g1 Bauru e Marília e pela ONG Spaddes.