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Cemitério vandalizado em distrito de São Manuel segue sem suspeitos presos ou objetos recuperados às vésperas do Dia dos Finados
Crime ocorreu há 64 dias no distrito de Aparecida de São Manuel; criminosos arrombaram portão, furtaram peças de bronze e destruíram dezenas de jazigos.
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 31/10/2026 16:00
São Manuel

Passados 64 dias do ataque que devastou o Cemitério do distrito de Aparecida de São Manuel (SP), a Polícia Militar e a Guarda Municipal ainda não prenderam nenhum suspeito e nenhum objeto furtado foi recuperado. O crime volta a gerar revolta nos moradores a apenas dois dias do Dia dos Finados, comemorado neste domingo (2).

O vandalismo ocorreu na noite de 27 de agosto. Na ocasião, criminosos arrombaram o cadeado do portão principal do cemitério e reviraram dezenas de sepulturas. Foram levados crucifixos, placas de identificação em bronze, fotos e até a imagem da santa do local foi vandalizada.

A principal suspeita das autoridades é de que uma quadrilha numerosa tenha invadido o local para furtar metais valiosos destinados à revenda em ferros-velhos da região.

Tristeza e indignação às vésperas de Finados

Com a proximidade da data dedicada à memória dos mortos, familiares relatam dor ao tentar preparar as homenagens nos jazigos vandalizados.

Uma moradora de 54 anos, que reside próximo ao local e tem o pai sepultado há mais de dez anos no cemitério, desabafou sobre o sentimento de abandono:

"É uma dor que não dá para explicar. A gente vem aqui para orar, para trazer uma flor, e encontra uma barbárie dessa. Arrancaram a placa do meu pai, destruíram a foto dele. Não respeitam nem quem já descansou. É uma sensação de revolta imensa ver o cemitério largado desse jeito, totalmente vulnerável."

Ela acredita que os autores do crime não são da comunidade: "Eu tenho certeza de que esse pessoal não é daqui da nossa comunidade, porque quem mora em Aparecida conhece as famílias e respeita a memória de quem já partiu."

Posicionamento e investigação

A reportagem procurou a equipe responsável pelo Cemitério e pelo Sistema Prever para saber se haverá o ressarcimento das peças e objetos furtados às famílias atingidas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Até o momento, a ausência de câmeras de segurança e de pistas concretas dificulta a identificação dos autores.

As forças de segurança reforçam o pedido de colaboração da comunidade. Informações sobre a venda ou localização dos objetos metálicos podem ser enviadas anonimamente.

Como denunciar:

  • Polícia Militar: 190

  • Guarda Municipal: Canais oficiais de atendimento

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