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MP e Polícia Civil investigam alunos de escola particular por mensagens de xenofobia, homofobia e intolerância religiosa em Botucatu
Conversas em grupo de WhatsApp incluem ofensas a eleitores de Lula, ataques a alunos e professores e tentativas de exclusão por divergências políticas
Por Felipe Augusto
Publicado em 29/10/2026 10:19
Região

O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil investigam mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp criado por estudantes do ensino médio de uma escola particular de Botucatu, no interior de São Paulo.

O conteúdo, que começou a circular nas redes sociais, reúne declarações de cunho xenofóbico, homofóbico e de intolerância religiosa, além de ofensas direcionadas a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as mensagens identificadas, uma participante teria escrito que os “baianos gostam de viver no podre, na miséria”. Em outro trecho, uma estudante teria afirmado que pessoas gays “não são bem-vindas”.

As conversas também contêm manifestações de intolerância contra religiões de matriz africana.

Além das declarações ofensivas, o grupo teria organizado listas para excluir e deixar de seguir alunos e professores que apresentavam posicionamentos políticos diferentes dos participantes. As mensagens indicariam ainda planos para atrapalhar as aulas ministradas por esses docentes.

Investigação

Segundo o Ministério Público, foi realizado um atendimento sobre o caso, que está sob análise de um promotor de Justiça.

A Polícia Civil também confirmou o registro de um boletim de ocorrência para apurar os fatos.

Até o momento, as informações divulgadas não detalham eventuais medidas adotadas contra os estudantes nem apontam a conclusão das investigações. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias das mensagens e as possíveis responsabilidades dos envolvidos.

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